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O Perigo do CPCV sem Cláusula de Avaliação


 

Comprar casa é, para a maioria de nós, o maior passo financeiro de uma vida. No entanto, no entusiasmo de encontrar a "casa dos sonhos" ou perante a pressão de um mercado competitivo, muitos compradores estão a saltar uma etapa de segurança vital: a cláusula de salvaguarda de avaliação bancária no CPCV.

Se está prestes a assinar um Contrato de Promessa de Compra e Venda, pare tudo e leia este artigo. O que parece uma formalidade pode ser a diferença entre uma compra feliz e um desastre financeiro.

 

O que acontece quando o Banco e o Vendedor não concordam?

Muitas pessoas confundem a pré-aprovação do crédito com a aprovação final. O banco pode dizer que lhe empresta o dinheiro, mas isso está sempre condicionado à avaliação do imóvel por um perito independente.

O problema surge aqui: você acorda pagar 300.000€ por uma casa. No entanto, o avaliador do banco decide que a casa só vale 270.000€. Como o banco apenas financia uma percentagem do valor de avaliação (o rácio LTV), o dinheiro que vai cair na sua conta será muito menos do que o esperado.

 

 

Os 3 Grandes Riscos de não ter a Cláusula de Avaliação

 

1. A Perda Total do Sinal (Dinheiro que não volta): Sem uma cláusula que condicione o negócio à avaliação bancária, se o banco recusar o valor de que precisa e você não tiver dinheiro próprio para cobrir a diferença, terá de desistir do negócio. Legalmente, isto é uma quebra de contrato do seu lado. O resultado? O vendedor fica com todo o sinal que você entregou (geralmente 10% a 20% do valor do imóvel).

 

2. O Endividamento Forçado: Se a avaliação vier baixa e não quiser perder o sinal, verá se obrigado a procurar financiamentos de urgência (créditos pessoais ou de familiares) para cobrir o "buraco". Isto destrói o planeamento financeiro de qualquer família e aumenta drasticamente a taxa de esforço mensal.

 

3. Falta de Margem de Negociação: Sem esta proteção escrita, você perde o poder de renegociar com o vendedor. Se a avaliação for baixa e você tiver a cláusula, pode sentar-se com o proprietário e dizer: "O banco avaliou por menos, ou baixamos o preço ou o contrato fica nulo". Sem a cláusula, o vendedor não tem qualquer incentivo para baixar o preço.

 

Como deve ser redigida esta proteção? Não aceite frases vagas como "sujeito a crédito". Para sua total segurança, o CPCV deve conter uma redação específica que mencione a eficácia do contrato depende da obtenção de financiamento bancário; a garantia de que, caso a avaliação seja insuficiente, o sinal é devolvido na totalidade ao comprador; ou outra cláusula especifica. Salientamos que este documento deve ser elaborado por um advogado capacitado a fim de proteger o comprador e vendedor.

 

Não facilite no momento da assinatura

No mercado atual é fundamental ser cauteloso. As avaliações bancárias podem variar muito de zona para zona e de banco para banco. Proteger-se com uma cláusula de avaliação não é um sinal de desconfiança, é um sinal de literacia financeira.

 

Conte com a nossa equipa para que este processo seja tranquilo e sem dor de cabeça.

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